sexta-feira, abril 14, 2006

Golden Dawn


Bem, este poema para variar vem um pouco desactualizado. Simplesmente ultimamente com tanta coisa pra fazer, com tanta coisa nova a aparecer, com tanta coisa em tanto sitio, tem faltado o tempo (ok, e paciência também :D) para vir aqui e então atrasei-me um bocado com 2 poemas e este é um deles, se tiver paciência amanhã ou assim deixo aqui o outro :D. Bem, este aqui é de uma certa forma semelhante ao anterior, a começar pelo facto de serem novamente palavras dirigidas à Natureza, à qual nunca conseguirei dedicar palavras que cheguem para exprimir aquilo que ela me transmite. Este poema, como indica o nome, foi mesmo escrito ao amanhecer, e por acaso bem dourado em certas alturas, dourado e brilhante, um brilho que representava bem a altura, em que muitas vidas, assim como a própria Natureza, renovavam ciclos, num brilhante amanhecer. Este poema já foi escrito há mais de 2 semanas (ah, e destaca-se também por ter sido escrito numa camionete, não é coisa propriamente comum :D) e com coisas que aconteceram entretanto (é possível unir a nossa alma à Natureza, mas nunca será possível prevê-la, e parte da beleza dela reside nisso mesmo) alguns versos, mais propriamente "The same gentle light inside me has grown And now shields my soul from the stray blades of insanity" já não são tão verdadeiros, assim como muitas situações que me motivaram a escrever este poema se encontram agora de uma certa maneira resolvidas (e não estou a falar da situação que me perseguiu durante um ano, essa é mencionada não neste poema mas no outro que também não publiquei na altura :D). Bem, não gosto muito de falar de poemas que escrevi já há um tempo porque gosto de sentir bem o que estou a dizer quando falo com eles e isso só é verdadeiramente possível publicando-os mal os escrevo, mas acho que o poema em si dá bem a noção dos meus sentimentos nesse amanhecer e nessa manhã e nos objectivos que em mim se introduziram por essa altura. Quanto à imagem, não está com grande qualidade (a culpa é do vidro da camionete :D) mas a foto foi tirada no sitio e altura em que o poema foi escrito e capta de uma certa maneira a paisagem que me levou a escrevê-lo por isso achei que não haveria imagem mais adequada para o acompanhar. Deixo então aqui essas palavras:




Once again, so beautifully you begin your chapter
Only your light of birth can be seen in future's mist
Leading our souls away from merciless slaughter
Your bright light of hope allowing our fears to rest

Soft and purifying, the light of this golden dawn
Guiding our souls through fate's sacred infinity
The same gentle light inside me has grown
And now shields my soul from the stray blades of insanity

The enlightened plains of hope
Shall not turn into gardens of pain
No one shall cut Nature's binding rope
Such efforts will never be in vain

In every leaf I feel that bondage
Your essence floats in the refreshing air
And I'll never let the flames of common knowledge
Burn your harmonious forests into despair

Your binding presence guides and refreshes my spirit
Allows me to carry your leaf-shaped sword
Now it's my turn, I shall let the world feel it
I shall spread your beautiful balance through your harmonious word

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

oi!
bem, já tinha ouvido falar muito deste poema! kuanto mais n seja pela situaçao em k o escreveste! =P
realmente reflete bem o k te devia ir na alma nakela altura, o k já é de esperar nos teus poemas, k mostrem exactamente akilo k passa pela alma! mais uma vez está muito bonito, claro, mas houve uns versos k me chamaram especialmente a atençao k foi "The enlightened plains of hope Shall not turn into gardens of pain" pois é... nao devia ser assim... mas sabes, já me aconteceu tantas vezes k eu já n sei hei-de acreditar k esses versos sejam verdade e k realmente a esperança n seja tornada em dor... talvez foi isso k me chamou a atençao nessas palavras... por me acontecer constantemente... e talvez pk neste momento, o k mais temo é k volte a acontecer... mas lá está... voltamos ao mesmo... se calhar é necessario k tal aconteça... se calhar é tambem essa dor k faz de nós akilo k somos... pode muito bem ser verdade... e tambem já sei k são as pessoas k mais sentem k mais sofrem com essa dor... mas constantemente?... n sei se isso conpensa...
dsc lá ter falado tanto dessas palavras mas olha... mais uma vez o sentimento falou mais alto... e é precisamente isso k sinto neste momento... é o meu maior medo agora... dsc fugir um bocado ao tema...
a imagem, apesar da sujidade do vidro, ficou excelente! e realmente só podia ser uma imagem desse dia a acompanhar este poema!
continua assim!
fica bem!

5:28 p.m., abril 14, 2006  
Blogger lifebringer said...

Bem, vou ser sincero, não és a única com esse medo, eu também o tenho, a maneira como tudo aconteceu contigo tão de repente por um lado pode inspirar confiança pois mostra que aquela "mão verde" pode estar a segurar estes acontecimentos todos, mas por outro lado também trás algum medo, a maneira como tudo está a acontecer contigo tão de repente traz um certo medo de que isto tudo te torne vulnerável a algo de muito negativo ou que algo corra mal e que acabes por ser tu a sofrer as consequências disso. Mas acho que no fundo pouco se pode fazer para impedir que algo assim aconteça, o melhor que se pode fazer é mesmo confiar naquela que te trouxe tudo isto, e caso tudo isto te venha a trazer dor, acho que também tens consciência que nunca vais estar sozinha e cada vez estás menos. Bem, no fundo, digo-te a ti o mesmo que digo a mim, talvez o tempo venha a afastar os medos. Quanto à esperança se tornar constantemente em dor, acho que nunca é realmente constante, simplesmente às vezes acontece demasiado, mas isso pode sempre mudar, tal como diz a música, "but you never know the next move she'll make". Ah, e não fugiste tanto ao tema quanto isso, grande parte da vontade que tenho de espalhar a voz da Natureza vem precisamente de tudo o que te tem acontecido ultimamente. Entretanto, o melhor a fazer será mesmo isso, tentar combater os medos e sobretudo esperar que o correr do tempo os enfraqueça.

10:59 p.m., abril 14, 2006  

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