domingo, setembro 17, 2006

Moonlit Tears


Bem, finalmente regresso após uma muio longa ausencia, mas enfim, a inspiração acaba por faltar a todos, mais tarde ou mais cedo. O poema que trago hoje, no fundo, está relacionado com esse tema. No fundo é um agradecimento à Natureza por ter trazido essa inspiração de volta, e uma "descrição" do momento em que essa inspiração voltou. Esperemos que eu traga mais para breve, até agora fiquem com este então:




In the most sacred sanctuary of them all
Sacred magic vanquishes all fears
During the night that echoes Nature's call
Nature's magic flows through moonlit tears

Piercing the dark dust of the void
A light that shines through endless years
Reaching a prayer for Her aid
And Her magic flows through moonlit tears

Streams of life run through the woods
Flowing in every living being
And in this light that never ends
I can see what the woods are dreaming

Life echoes through the forest
Covering every quiet place
And after a dreamless rest
My heart can witness Nature's grace

terça-feira, junho 06, 2006

Oath of Protection


Bem, quanto a este poema, o que posso dizer é que (infelizmente) é muito frequente neste mundo as almas mais puras estarem sob risco , e bem, nesta altura consigo de uma certa maneira observar essa ameaça a abater-se sobre almas que não merecem o sofrimento que muitas vezes o ser humano, mesmo que às vezes inconscientemente, traz a este mundo. Este poema fala sobretudo sobre isso e sobre a minha posição sobre o assunto, não vou deixar que sofrimento seja causado dessa maneira sem que tenha feito todos os possíveis para impedir semelhantes acontecimentos. Obviamente, há também presença de menções à Natureza (incluíndo apelos directos) pois é Ela que me guia e se tento transmitir todas estas mensagens, é porque Ela possibilitou que essas mensagens existissem, e acima de tudo, possibilitou que, através da alma, as pudéssemos acolher dentro de nós.

Agora um pequeno aparte. Justamente hoje (dia 06/06/06), anda tudo numa "algazarra supersticiosa", porque "ai é o dia dos demónios", "ai vem aí o Diabo, escondam-se debaixo das mesas", entre semelhantes fenómenos. Mas perante isto tudo, surge uma pergunta:
- Quem são na verdade os "demónios" deste mundo?
Bem, eu digo que é o ser humano. Não são "diabinhos de tridente" que andam a destruir este mundo a pouco e pouco, a trocar a beleza única que a Natureza milagrosamente nos proporcionou por colossos cinzentos que alimentam lucros inúteis, não são "bestas de cauda e cornos" que andam a destruir um mundo tão maravilhoso e que durante eras permaneceu intacto sem sofrer quaiser danos. Não, é precisamente o ser humano! Acho que os "demónios" deste mundo não são mais que o ser humano de hoje, aquele que se perdeu do caminho da Natureza e visa insignificâncias quantitativas e lucros inúteis, sem a capacidade de sentir, de viver. Acho que devíamos todos reflectir nisso. O demónio anda realmente cada vez mais entre nós, mas talvez não na forma como o "pintamos", mas uma coisa é certa, se não for parado, vai realmente levar-nos a todos à ruína e mais abaixo.
Para terminar, é de salientar que a imagem é obviamente uma montagem, não só as asas e a espada mas mesmo eu, eu (infelizmente) nunca estive presente nesse sítio. Bem, vou deixar entõa o poema abaixo:




Wandering the woods in a life-seeking quest
I met life, death, and their reasons
I was allowed to enter fate's sacred nest
And witness its true essence floating in the seasons

From the planet, from the very essence of life
I can hear loud cries, filled with sorrows and souls
They cry for help, for protection from sin's knife
Not even sin's veil can cover their deep howls

Once again, the sword is placed in my hands
But this time I can read the inscriptions
I see in it the power to cut through the darkest lands
And I can feel what power allows it to pierce the flesh of demons

Cover me in your green cloak
Shielding me from the evil arrows
And with this sword made of pure oak
I shall shield the pure ones from all sorrows

Dark clouds threaten us, gathering around
But I sense Nature's voice flowing in me
And this time no pure blood will stain the ground
Until my blood has filled the sea

The woods echo an oath of protection
Screamed from the depths of my soul
The pure ones shall be saved from the illusion
Where humans built their source of hell

Let Nature's voice flow within my blood
Let every single soul unite
Give me the strenght to protect Her purest breed
And pierce sin's veil with Her guiding light

domingo, maio 14, 2006

Born In The Battlefield


Bem, após um tempo de certo modo longo de ausência, cá estou eu outra vez, com o mais recente produto escrito da minha alma. Tal como o anterior, também este é uma homenagem àqueles que resistem, neste mundo de "semi-humanos" sem alma. Mas este transporta com ele outra mensagem, que não é no fundo minha, é a mensagem que a Natureza nos transmite nos ciclos Dela, a mensagem que está presente nos ciclos e no equilíbrio da Natureza, de que sempre que algo acaba, algo começa, e sempre com um motivo (isto para não falar no da variedade, porque a força e a beleza deste mundo estão interligadas e a beleza da Natureza reside muito na variedade). Essa mensagem transmitida é mais explícita nos últimos dois versos "legends fall and legends rise"; é verdade que muitas vezes as pessoas mais importantes na nossa vida "vão abaixo", ou simplesmente "desaparecem" da nossa vida por qualquer motivo, e bem, nessas alturas, parece realmente o fim do mundo. Mas muita da nossa força (e essa é uma mensagem importante que a Natureza transmite embora não seja propriamente fácil de a "adoptar") tem de residir na nossa capacidade para nos "adaptarmos aos ciclos", pois a Natureza explica-nos também que há sempre um novo começo depois de um fim, a nossa força tem de residir na nossa capacidade de nos adaptarmos a essas mudanças, essas "lendas que caem e que se erguem", pois tudo isso tem uma utilidade e a Natureza não abandona aqueles que se mantiverem fieis à sua alma, e tem sempre um motivo para cada ciclo, cada mudança, e se acontecem connosco é porque têm motivo para tal; e rejeitar esses ciclos e mudanças será falhar e enfraquecer, daí não devermos ter medo dessas "baixas", pois algo mais forte ainda se seguirá, e a nossa força deve estar também em sobreviver a esses períodos de queda de modo a permitir à Natureza que nos traga um novo ciclo, tudo depende da nossa força. Na verdade, esses "períodos de queda" são precisamente os períodos onde acumulamos força interior para utilizar nos ciclos seguintes. Não se esqueçam que a todo o Inverno se segue uma Primavera. Eu próprio já vi "lendas a caír" e, após os "períodos de queda" (e devido a eles) lendas ergueram-se, e ainda o fazem. No fundo este poema é juntamente uma crítica aos "semi-humanos" que habitam o mundo de hoje, uma homenagem à Natureza e aos que resistem, e uma mensagem para não recear os ciclos da Natureza, e pelo contrário, acolhê-los. Quanto ao tema, esse "Born in the battlefield" é no sentido de ser a nossa casa (dos que resistem), onde nos sentimos em casa, para o qual estamos sempre prontos e pelo qual temos "sede". Bem, como de costume, isto já vai aqui um testamento :D, por isso, vou ficar-me por aqui e deixar então o último produto escrito da minha alma até agora :




Our existence was once blessed
Able to listen to Nature's call
But nowadays, our race has strayed
From Her graceful touch that binds us all

Still few of us survive and fight
Never yielding to the dark
And even in the darkest night
We'll shine in the brightest spark

Our race dies consumed by greed
But we listen to our soul
And just like a rushing steed
We shall answer Nature's call

The strongest arms can swim all seas
And the strongest shield can block all arrows
But the power that our soul has
Allows us to swim all sorrows

In the heart of the battlefield we fight
And through Nature's power we heal
And our will and might
We draw from the depths of our soul

We were born in the battlefield
Surrounded by this soulless world
And for every soldier killed
Our strenght is deeply called

We can hear the planet call
In this battlefield for the wise
Legends fall
And legends rise

sexta-feira, abril 21, 2006

Elves From The Woods


Bem, este poema está ligeiramente diferente dos últimos que cá tenho deixado e até talvez diria ligeiramente diferente do que é costume. Bem, o que o motivou foi novamente esta sociedade, uma sociedade que perdeu a capacidade de sentir, a mais preciosa do ser humano e o próprio motivo da vida deste. Lentamente, estamos a sacrificar os nossos sentimentos por conceitos pré-estabelecidos, estamos a sacrificar o que de melhor temos, a nossa capacidade de avaliar pelo sentimento por frases soltas, escritas ou estabelecidas pela sociedade, que generalizam o que não pode ser generalizado, a infinidade do mundo, e nos tiram a capacidade que nos foi dada enquanto humanos de saber avaliar o mundo e até mesmo viver nele. Já não sabemos ver com a alma, apenas com os olhos e o cérebro através de coisas tão ridículas como "matematizações da vida". Novamente o nosso país mostrou isso fortemente, numa altura em que num jornal se vê um cabeçalho a anunciar a morte de uma pessoa, a notícia inteira por baixo e por baixo do cabeçalho a letras enormes e da notícia por baixo, vê-se a letras bem mais pequenas que as do cabeçalho a "notícia menor" de que morreram outras 6 pessoas. O que faz disso uma "notícia menor"? Ao contrário do outro, não eram famosos, e pelos vistos para este mundo de hoje isso faz deles menos humanos. Vivemos numa sociedade fria e sem capacidade de julgar e até mesmo sentir este mundo, o ser humano perde lentamente aquilo que é, reduzindo-se a simples máquinas de processar dados, que sempre que possível resumem a dados estatísticos. Sentir a beleza deste mundo é algo que já saíu da capacidade de quase todo o "ser humano", então se falarmos em algo ainda mais profundo (mas que devia ser um objectivo humano) como harmonizar com a Natureza e sentir os ciclos dela dentro de nós, disso nem sequer se consegue imaginar a hipótese relativamente à esmagadora maioria das pessoas que habitam este mundo. Isto é claro, culpa dos media mas não menos daqueles que vão atrás, que colaboram com esta palhaçada pública, que contribuem para o extermínio lento da nossa raça, que se vai aniquilando por dentro, sugando a própria alma e vida. Bem, foi isto tudo que me levou a escrever este poema. O poema é uma mistura de revolta perante este mundo e homenagem àqueles que nele resistem. Falando em homenagens, queria deixar com este poema uma homenagem específica a certas pessoas, as quais contribuem para o significado que este poema tem, alguns deles verdadeiros "Elves from the woods":

Inês - Já te mencionei aqui várias vezes e volto a fazê-lo, de todas as pessoas que conheço acabas por ser no fundo a que mais se ajusta à minha ideia desses "Elves from the woods", e quero referir novamente que há pouca coisa melhor do que encontrar em alguém todo esse espírito, desde a capacidade de sentir profundamente à "sede de batalha" perante este mundo, é de almas como a tua que este mundo precisa, só é pena realmente serem tão poucas, mas como dissemos hoje, "sabe bem resistir". A propósito, uma menção especial ao facto de ter sido aquela conversa contigo que deu o "toque final" que me levou a escrever isso, há que mencionar isso também

Pedro - Bem, em primeiro lugar, parabéns, é a palavra que mais me ocorre perante o que vou mencionar. Tens tido grandes evoluções ultimamente e acho também que te andas a encontrar cada vez mais, e sobretudo a encontrares-te cada vez mais com o sentimento, que é o mais precioso que o ser humano pode ter. Já quando andávamos no inferno eras das poucas pessoas em que eu via potencial, e já depois de saír de lá e tu lá teres ficado continuei a ver esse potencial na alma e agora que também de lá saíste (e eu disse logo que te ía fazer bem) esse potencial cada vez mais se está a tornar em força pura. Apesar de tantas opiniões contra à tua volta ao longo do tempo, não deixas abater as tuas ideias, ideais ou sentimentos e isso é uma coisa mesmo muito importante especialmente nos dias de hoje. Espero que, tal como acontece comigo desde há um ano, essa evolução continue e te torne alguém com cada vez mais força interior, cada vez mais tens os ingredientes para percorrer esse caminho cada vez mais fundo. É bom saber que não me enganei nada quando vi potencial no meio de tantas chamas naquele inferno.

Luna - Bem, não te conheço, nem nunca sequer falei contigo mas sei que tens ajudado muito a Inês, principalmente nestes últimos tempos, e com isso ajudaste-a também a despertar mais uma grande quantidade dessa alma que eu referi acima, só por essa ajuda que lhe tens dado já te agradeço imenso, e sobretudo, e é precisamente este o contexto, sei também que és mais uma pessoa que sente, que sente e muito, mesmo quando o mundo à tua volta se mostra completamente frio e sem sentimentos contigo. A vida nunca foi nada justa contigo, mas isso torna a tua força algo ainda mais de se admirar. Acima de tudo, não percas a esperança, tenho a certeza que a vida ainda te vai dar aquilo que mereces e que ainda vais ser recompensada por aquilo que és. Se há alguém neste mundo que merece ver a felicidade és tu. Uma alma como a tua é um exemplo para todo este mundo. Parabéns a ti também, pela tremenda força que mostras neste mundo tão frio e hostil.

Epica - Bem, há mais bandas que eu gostaria de mencionar que têm também esse efeito de resistência perante este mundo tão frio, mas este é um caso que não poderia deixar de mencionar, letras como a Consign to Oblivion são uma verdadeira pérola nesta sociedade que polui este mundo e condenam de uma maneira excelente o veneno que nela flui.

Boaventura de Sousa Santos - Por quase tudo o que está escrito em "Um discurso sobre as ciências", é algo de excelente no meio desta sociedade ver semelhantes palavras escritas, e é acima de tudo de admirar semelhantes palavras escritas num texto que tem como tema as ciências, passagens como "...sem nada de divino senão o nosso desejo de harmonia e comunhão com tudo o que nos rodeia e que, vemos agora, é o mais íntimo de nós." ou "...o conhecimento científico moderno é um conhecimento desencantado e triste que transforma a Natureza num autómato" e outras que referem conceitos tão importantes mas tão pouco aceites como a personalidade da Natureza, principalmente num texto que anda em volta das ciências é algo que já quase não se encontra hoje e que se deve valorizar. É bom poder ler algo assim de vez em quando no meio de um mundo tão morto por dentro como este.

Deixei para o fim a maior de todas as homenagens, à Natureza obviamente, se todas estas almas que referi são importantes, é Ela que as une a todas e que une também todas as energias deste mundo, que tem no próprio funcionamento a harmonia tão profunda e única entre tudo o que existe e que muito felizmente nos é possibilitado a nós, humanos, sentir. Se há gente que tem a força para resistir neste mundo, é Ela que nos dá essa força, e muito tem feito por mim ultimamente e eu agradeço imenso por isso.

Quanto à imagem, deu-me uma trabalheira "recortar" a "personagem" mas acho que valeu a pena, acho que transmitiu bem o espírito do poema. Após um (talvez demasiado) longo texto, deixo então os versos de que falo:





In a world so cold
Where feelings fall
Exchanged for gold
We witness it all

In a world where humans lost their might
Walking towards spiritual death
With all our energy we fight
All our souls bound by the Earth

Creatures who reject their soul
Drowining in their bloodstained sea
And in this world so cold and foul
We take shelter under a tree

Once gifted with the brightest power
And blessed with Nature's spell
But now fallen from the highest tower
Down into the deepest hell

They threw their life and soul away
For tokens of a false existence
And strayed from Nature's sacred way
Erased from them Her blessed presence

They burned their feelings into nothingness
Erasing the essence of humanity
But we'll stay with the Earth until the end
To protect such sacred entity

Slowly they let their feelings flee
Weakly reduced to their minds
And we stare from the top of a tree
Like elves from the woods

They dropped their heart in the wastelands of greed
Now rotting under blood red clouds
But we'll fight for the Earth until they bleed
Like elves from the woods

segunda-feira, abril 17, 2006

Path of Infinity


Bem, este é o outro poema que já escrevi há um tempo (dia 4 ou 5 deste mês) mas que não tinha deixado aqui na altura. Bem, este é especial, muito especial, não pelo conteúdo que ele próprio tem mas pelo motivo porque foi escrito, pelo acontecimento que trouxe o tipo de sentimento e energia que me levou a escrevê-lo. Trata-se de um dia que já esperava há muito, e que no fundo posso dizer que já esperava antes de saber que o esperava, trata-se de algo que há muito ocupava a minha alma (e teve a sua utilidade na altura e foi uma das principais coisas que me tornou aquilo que sou hoje, posso dizer que foi das coisas mais essenciais na minha vida apesar de tudo) e que foi finalmente enterrado; trata-se de um ciclo que se fechou exactamente um ano (mais dia menos dia) depois de se ter iniciado, justamente na Primavera, quando até o ciclo da Natureza se reinicia, mais uma prova de que ela vive em todos nós. Bem, esse ciclo foi no mínimo das coisas mais importantes em toda a minha vida e, juntamente com outros factores, tornou-me aquilo que sou hoje. Posso dizer que quando esse ciclo começou, nasceu a pessoa que eu sou hoje. Tendo esse ciclo completado a sua tarefa, e tendo formado aquilo que sou hoje, também teria a sua altura de acabar, que foi exactamente o que aconteceu no dia 4 deste mês. Tendo este ciclo acabado, tendo eu feito aquilo que esperei 1 ano pra fazer, tendo eu cumprido finalmente o objectivo que criei quando este ciclo se iniciou, tendo finalmente eu enterrado esse assunto que há um ano ocupava a minha alma (e volto a referir, que a acordou), veio até mim o sentimento que me levou a escrever este poema. Um sentimento muito bom, não só de ter cumprido com a minha tarefa (essa parte nem vem referida no poema, talvez muito muito remotamente se possa identificá-la nos primeiros dois versos) mas de liberdade e sobretudo de olhar para a frente e ver a infinidade, a beleza da infinidade. Aquela sensação de, depois de ter enterrado esse assunto, esse objectivo, poder dedicar-me inteiramente à minha alma e ao que lhe dá energia, e sobretudo à Natureza, a qual tem entrado em mim de uma maneira cada vez mais forte e à qual me tenho unido cada vez mais, é esse sentimento que este poema pretende captar. Novamente, seria um crime não mencionar que o dia que me permitiu escrever essas palavras não teria sido possível não fosse novamente a ajuda de uma grande pessoa chamada Inês que já aqui referi várias vezes por motivos semelhantes, que foi quem me fez ver que este dia teria de chegar, quem me mostrou as correntes que me seguravam e também como quebrá-las, eu posso ter travado a batalha pra ver este dia mas foi ela que me fez ver o campo de batalha e me deu a força para avançar. Neste ciclo que se fechou há muita coisa que ficou enterrada mas toda a energia, força interior e experiência do que aconteceu permanecerão até ao fim e o mesmo acontece com toda a ajuda que me deste com isto tudo, e eu nunca vou esquecer isso. Novamente, quero agradecer-te por toda a ajuda que me deste e desta vez também em especial por teres permitido que eu pudesse ver o dia que me levou a escrever estas palavras e por teres feito tanto por que esse dia pudesse chegar. Acho que nunca te vou poder retribuir tudo isso por isso espero que a vida o faça, e tenho confiança que o vai fazer, seria no mínimo justo. Quanto à imagem, desta vez foi mesmo uma foto tirada por mim, nesses lindos sitios que me rejuvenescem a alma, nos arredores de Amarante. Não foi tirada nestes últimos dias em que lá estive mas sim em Janeiro. Sempre foi das minhas fotos preferidas das que tirei nessa altura mas agora sim, acho-a mais adaptada que nunca ao colocá-la com este poema, acho que é o melhor que consigo arranjar para transmitir a ideia deste poema. Deixo então o poema em seguida após mencionar que o texto que acabei de escrever está provavelmente cheio de erros ortográficos devido às horas que são :D:





I walk away from past's misty grave
Finally dry from past's sorrowful sea
Remembering I was once it's slave
But now my soul finally pulses free

It is so beautifully green
And so intensely bright
Brought by forces unseen
But bringing tears at its sight

The beautiful path of infinity
With its strong and unique glow
The very essence of destiny
In Nature's gleaming flow

Towards infinity and through the woods
I float in the winds of destiny
And this seed of energy slowly spreads
Shielding me against any enemy

I walk in this path of leaves
The brightest forest in my sight
And in every tree that waves
I feel this harmonious might

sexta-feira, abril 14, 2006

Golden Dawn


Bem, este poema para variar vem um pouco desactualizado. Simplesmente ultimamente com tanta coisa pra fazer, com tanta coisa nova a aparecer, com tanta coisa em tanto sitio, tem faltado o tempo (ok, e paciência também :D) para vir aqui e então atrasei-me um bocado com 2 poemas e este é um deles, se tiver paciência amanhã ou assim deixo aqui o outro :D. Bem, este aqui é de uma certa forma semelhante ao anterior, a começar pelo facto de serem novamente palavras dirigidas à Natureza, à qual nunca conseguirei dedicar palavras que cheguem para exprimir aquilo que ela me transmite. Este poema, como indica o nome, foi mesmo escrito ao amanhecer, e por acaso bem dourado em certas alturas, dourado e brilhante, um brilho que representava bem a altura, em que muitas vidas, assim como a própria Natureza, renovavam ciclos, num brilhante amanhecer. Este poema já foi escrito há mais de 2 semanas (ah, e destaca-se também por ter sido escrito numa camionete, não é coisa propriamente comum :D) e com coisas que aconteceram entretanto (é possível unir a nossa alma à Natureza, mas nunca será possível prevê-la, e parte da beleza dela reside nisso mesmo) alguns versos, mais propriamente "The same gentle light inside me has grown And now shields my soul from the stray blades of insanity" já não são tão verdadeiros, assim como muitas situações que me motivaram a escrever este poema se encontram agora de uma certa maneira resolvidas (e não estou a falar da situação que me perseguiu durante um ano, essa é mencionada não neste poema mas no outro que também não publiquei na altura :D). Bem, não gosto muito de falar de poemas que escrevi já há um tempo porque gosto de sentir bem o que estou a dizer quando falo com eles e isso só é verdadeiramente possível publicando-os mal os escrevo, mas acho que o poema em si dá bem a noção dos meus sentimentos nesse amanhecer e nessa manhã e nos objectivos que em mim se introduziram por essa altura. Quanto à imagem, não está com grande qualidade (a culpa é do vidro da camionete :D) mas a foto foi tirada no sitio e altura em que o poema foi escrito e capta de uma certa maneira a paisagem que me levou a escrevê-lo por isso achei que não haveria imagem mais adequada para o acompanhar. Deixo então aqui essas palavras:




Once again, so beautifully you begin your chapter
Only your light of birth can be seen in future's mist
Leading our souls away from merciless slaughter
Your bright light of hope allowing our fears to rest

Soft and purifying, the light of this golden dawn
Guiding our souls through fate's sacred infinity
The same gentle light inside me has grown
And now shields my soul from the stray blades of insanity

The enlightened plains of hope
Shall not turn into gardens of pain
No one shall cut Nature's binding rope
Such efforts will never be in vain

In every leaf I feel that bondage
Your essence floats in the refreshing air
And I'll never let the flames of common knowledge
Burn your harmonious forests into despair

Your binding presence guides and refreshes my spirit
Allows me to carry your leaf-shaped sword
Now it's my turn, I shall let the world feel it
I shall spread your beautiful balance through your harmonious word

terça-feira, março 28, 2006

My Beloved Earth


Bem, hoje trago um poema de certa forma diferente do costume, este não é tanto em forma de "relato" como costumo geralmente escrever, mas no fundo palavras directamente dirigidas nada mais nada menos que a esta grandiosa Terra, dirigidas à Natureza, a este planeta cuja verdadeira beleza está ao alcance apenas daqueles que a procuram com a alma. Por tudo, pela maneira como tem harmonizado comigo (e vice-versa claro), como me tem ajudado em tudo, como me tem dado não só tudo o que preciso para libertar a minha alma como também me tem dado todas as oportunidades possíveis para obter as respostas que muitas vezes procuro, para me procurar a mim próprio e elevar a minha alma cada vez mais alto, por me fazer compreender o seu ciclo, a sua maneira de trabalhar, tão perfeita e harmoniosa, por tudo isto, estas palavras são apenas um fragmento de tudo aquilo que eu posso e quero fazer para lhe agradecer. Mas entretanto, deixo aqui estas palavras vindas do fundo da minha alma para esta linda Natureza, fonte de vida, de beleza, e símbolo de tudo o que se possa considerar vivo ou mesmo existente. Dedicadas à Natureza, que estará sempre presente no ponto mais profundo da minha alma, ficam então estas palavras:





And the season came
In it's unique depth
Bringing life in its name
And the inevitable death

Completing each other so harmoniously
Each fragment of life and death you brought
Letting our souls flow so brightly
Free from stagnation's drought

But when such fragments of death bring illusions of life
The ones united with your soul shall bring your word
Flying through the wind to block pain's merciless knife
Shall be the voice of the planet and its sacred sword

I won't fail you in your life-bringing quest
I won't let alive single fragments of death
Leave it to my soul, you shall be allowed to rest
I shall never fail you my beloved Earth

Your sacred word has unleashed my soul
And since my darkest past it allowed me to raise
Now I shall spread it in the deepest howl
To deliver this world to your sacred cause

I shall prove myself worthy of all your help
And worthy of your presence, so deep and inspiring
Your beautiful balance through your word I shall keep
And bring all disturbance in your flow to an ending

Don't worry, my beloved Earth
I won't let anything disturb your gracious flow
I shall keep your precious light of birth
And clear the sacred path of its precious glow

terça-feira, março 14, 2006

Cycle of Life


Bem, antes de mais nada, não posso começar a falar sem re-homenagear a pessoa que homenageei no post anterior, desta vez porque essa mesma pessoa voltou a surpreender-me pela positiva, num acto de coragem que não está ao alcance de qualquer alma. Essa mesma pessoa que tanto me falou ao longo dos últimos tempos sobre não ficar preso ao passado e libertar-me do passado e temas semelhantes, fez aquilo que pouco se vê hoje em dia, passou das palavras às acções, e mostrou de uma maneira única aquilo que realmente queria dizer, e para além de lhe dar aqui os parabéns pelo acto de coragem, tenho também de agradecer pois foi um acto que me serviu muito de inspiração na minha própria vida. E queria, juntamente com o planeta, dar as boas vindas a uma nova alma livre, e que tanto merece essa sagrada liberdade. O meu outro agradecimento vai também precisamente ao planeta, que me proporcionou tudo aquilo que pedi para celebrar esse mesmo acontecimento. Ambas essas homenagens estão bem explícitas no poema que trago hoje, de nome "Cycle of Life", que fala precisamente disso mesmo e de como o ciclo da Natureza está tão presente mesmo nas nossas vidas, embora as vezes as pessoas nem reparem. Mas deixo então aqui o poema em seguida:




After one year of sacred renewal
One year in this inner strife
What once seemed strange and unreal
I now see it's Nature's cycle of life

When death brings life to this beautiful Earth
And tears of life fall from the rivers of souls
And every fallen existence gives place to a new birth
And our souls burst from inside in a poweful howl

Don't fear the cycle of Nature
For it will only bring you life
And it's energy so pure
Shall free you from your inner strife

You were now touched by it's cycle so sacred
As the planet told me himself
And your soul so sacredly blessed
Will now float forever as a leaf

Spread your once enchained wings
Release your inner yell of freedom
And fly through this life's endless springs
Away from past's restraining venom

Destiny's book may be long and confusing
And though we may not understand its writers
With every page its depth is increasing
And Nature's touch changes its chapters