terça-feira, março 28, 2006

My Beloved Earth


Bem, hoje trago um poema de certa forma diferente do costume, este não é tanto em forma de "relato" como costumo geralmente escrever, mas no fundo palavras directamente dirigidas nada mais nada menos que a esta grandiosa Terra, dirigidas à Natureza, a este planeta cuja verdadeira beleza está ao alcance apenas daqueles que a procuram com a alma. Por tudo, pela maneira como tem harmonizado comigo (e vice-versa claro), como me tem ajudado em tudo, como me tem dado não só tudo o que preciso para libertar a minha alma como também me tem dado todas as oportunidades possíveis para obter as respostas que muitas vezes procuro, para me procurar a mim próprio e elevar a minha alma cada vez mais alto, por me fazer compreender o seu ciclo, a sua maneira de trabalhar, tão perfeita e harmoniosa, por tudo isto, estas palavras são apenas um fragmento de tudo aquilo que eu posso e quero fazer para lhe agradecer. Mas entretanto, deixo aqui estas palavras vindas do fundo da minha alma para esta linda Natureza, fonte de vida, de beleza, e símbolo de tudo o que se possa considerar vivo ou mesmo existente. Dedicadas à Natureza, que estará sempre presente no ponto mais profundo da minha alma, ficam então estas palavras:





And the season came
In it's unique depth
Bringing life in its name
And the inevitable death

Completing each other so harmoniously
Each fragment of life and death you brought
Letting our souls flow so brightly
Free from stagnation's drought

But when such fragments of death bring illusions of life
The ones united with your soul shall bring your word
Flying through the wind to block pain's merciless knife
Shall be the voice of the planet and its sacred sword

I won't fail you in your life-bringing quest
I won't let alive single fragments of death
Leave it to my soul, you shall be allowed to rest
I shall never fail you my beloved Earth

Your sacred word has unleashed my soul
And since my darkest past it allowed me to raise
Now I shall spread it in the deepest howl
To deliver this world to your sacred cause

I shall prove myself worthy of all your help
And worthy of your presence, so deep and inspiring
Your beautiful balance through your word I shall keep
And bring all disturbance in your flow to an ending

Don't worry, my beloved Earth
I won't let anything disturb your gracious flow
I shall keep your precious light of birth
And clear the sacred path of its precious glow

terça-feira, março 14, 2006

Cycle of Life


Bem, antes de mais nada, não posso começar a falar sem re-homenagear a pessoa que homenageei no post anterior, desta vez porque essa mesma pessoa voltou a surpreender-me pela positiva, num acto de coragem que não está ao alcance de qualquer alma. Essa mesma pessoa que tanto me falou ao longo dos últimos tempos sobre não ficar preso ao passado e libertar-me do passado e temas semelhantes, fez aquilo que pouco se vê hoje em dia, passou das palavras às acções, e mostrou de uma maneira única aquilo que realmente queria dizer, e para além de lhe dar aqui os parabéns pelo acto de coragem, tenho também de agradecer pois foi um acto que me serviu muito de inspiração na minha própria vida. E queria, juntamente com o planeta, dar as boas vindas a uma nova alma livre, e que tanto merece essa sagrada liberdade. O meu outro agradecimento vai também precisamente ao planeta, que me proporcionou tudo aquilo que pedi para celebrar esse mesmo acontecimento. Ambas essas homenagens estão bem explícitas no poema que trago hoje, de nome "Cycle of Life", que fala precisamente disso mesmo e de como o ciclo da Natureza está tão presente mesmo nas nossas vidas, embora as vezes as pessoas nem reparem. Mas deixo então aqui o poema em seguida:




After one year of sacred renewal
One year in this inner strife
What once seemed strange and unreal
I now see it's Nature's cycle of life

When death brings life to this beautiful Earth
And tears of life fall from the rivers of souls
And every fallen existence gives place to a new birth
And our souls burst from inside in a poweful howl

Don't fear the cycle of Nature
For it will only bring you life
And it's energy so pure
Shall free you from your inner strife

You were now touched by it's cycle so sacred
As the planet told me himself
And your soul so sacredly blessed
Will now float forever as a leaf

Spread your once enchained wings
Release your inner yell of freedom
And fly through this life's endless springs
Away from past's restraining venom

Destiny's book may be long and confusing
And though we may not understand its writers
With every page its depth is increasing
And Nature's touch changes its chapters

quarta-feira, março 08, 2006

Last Ritual


É verdade, há outro poema aqui neste blog com um título semelhante, mas o mais engraçado é que tratam de assuntos semelhantes, e em certas coisas o mesmo até, mas resumindo a história deste, nesse outro poema que também ca está eu escrevi "I'm ready for the last funeral" e acho que essa data está finalmente a chegar (escusado será dizer que esse verso que acabei de falar continua inteiramente verdadeiro e agora cada vez mais) e este poema de hoje retrata precisamente o que vai acontecer a seguir, depois do dito "último funeral", porque agora eu sei mais do que sabia na altura e de uma certa maneira sei o que se vai seguir, e é disso precisamente que falo neste "Last Ritual", da minha unificação inteira com a alma grandiosa do planeta, porque ditou o destino que nos dias seguintes ao "funeral" é com ele que vou estar, acho que não pode ser coincidência e mesmo que fosse, eu próprio me encarregava que deixasse de o ser :D. Sei que o capítulo se irá mudar e mesmo que uma alma continue perdida no final, é da maneira que poderei unir a minha àquela que sim, é eterna. Quanto à imagem, é obviamente uma montagem (não, nunca tive a honra de estar em tão lindo sitio) e representa o tal "ritual" de que falo. Bem, uma coisa é certa, a partir daqui começou a contagem decrescente para a última batalha nesta "guerra da alma", e agora sei que seja qual for o resultado, saírei vitorioso (e claro, trarei do campo de batalha toda a experiência e evolução que ele me trouxe).

Agora um importantíssimo aparte, até demasiado importante para ser classificado como tal. Não podia deixar de dar este passo na minha vida e descrevê-lo sem deixar aqui um agradecimento enorme à minha amiga Inês, que me possibilitou quase tudo o que podem naquilo de que eu estive a falar (e não só), se não fosse pela enorme ajuda que ela me tem dado ao longo deste tempo todo, nem eu teria descoberto essas "fontes de energia" como a alma do planeta nem eu teria conseguido chegar à conclusão de que não me posso prender ao passado, muito menos àquele que não regressa, e que a verdadeira vitória não é trazê-lo de volta mas sim retirar dele o que precisamos para a nossa alma se tornar mais forte (claro, desde que façamos o nosso melhor dentro daquilo que podemos). Não me adianta falar porque nunca vou conseguir exprimir o quão agradecido estou. Um enorme agradecimento para ti Inês então, que mereces isso e muito mais. Para finalizar, devo também salientar o facto que este poema foi marcado por um tipo de inspiração esquisita, veio mesmo de um momento para o outro, literalmente. Eu até nem me sentia com grande energia em especial, até estava meio para o ensonado e tudo, e num momento nem me passava pela cabeça escrever o que quer que fosse e no momento seguinte estava com uma necessidade enorme de escrever o que escrevi. Mas já me estou a extender imenso por isso ca vai o tal poema de que estou a falar:




I feel it coming closer
My soul shall be unleashed
I can sense it's almost over
Fate shall no longer be feared

My soul is waiting to meet yours
I have to be one with you
I feel how strongly your spirit calls
My tired soul you shall renew

It is the essence of Nature itself
Death shall lead to a new life
And just like a fierce wolf
I won't be slain by a mere knife

I'm sorry I couldn't prevent your death
But I can't stay for the funeral
And when fate finally comes forth
I shall perform the last ritual

The last ritual for this sacred union
Between my soul and the purest existence
Let rotten hearts fall into oblivion
I shall free myself from this endless trance

It was decided by destiny
This funeral's date preceding the date we meet
Two pages in the book of eternity
Starting a chapter that my soul will warmly greet

The forest shall witness the last ritual
Which will let inside the bright fragments of the planet's soul
I'm tired of preparing your burial
Now I shall bury your memory once and for all

domingo, março 05, 2006

The Sweetest Poison


Bem, já há um tempo que não estava tanto tempo sem escrever nada mas agora regresso, com um tema bem diferente dos que tenho trazido ultimamente. Recentemente o passado veio ter comigo em forma, de variadas formas, e eu lembro-me muito bem daquilo que já passei por confiar demasiado no passado ou mais propriamente no regresso dele. Este último poema fala disso mesmo, embora até ao último verso da penúltima quadra não se saiba exactamente do que se trata. Numa visão geral, trata do passado e da influência que pode ter sobre nós, e da "batalha" para que não tenha em mim a mesma influência que já teve. Mais não quero dizer para não estragar o efeito :D. Quanto à imagem, não tem propriamente a ver com o poema em si, mas é antes um dos "fragmentos de passado" que chegou até mim recentemente, de quando eu há 2 anos estive na linda e inigualável cidade de Óbidos. Bem, passando ao poema em si então:






Again the glass stands in front of me
With the same liquid, silver and sweet
A part of me wants to turn around and flee
The other would sell my sanity for it

Again fate asks me to drink this glass of poison
When I drink it my soul floats into heaven
But when it spreads my heart falls into a prison
Stained with darkness and the blood of the fallen

Floating on the surface are the fragments of my past
Adding to the poison this mesmerizing scent
Filling the air with this pleasent mist
Spreading through my lungs and asking my will to faint

Few things can be so sweet as this poison when it's drunk
Filling our souls with the brightest rays of light
But as the silver liquid spreads, my soul is painfully sunk
And the poison burns me from inside with all it's might

As i'm staring at the glass I know i can't drink it again
Every tear that i drink will be cried by my soul
And all the hope it brings is fated to fade in vain
The poison becomes bitter as it grips me in it's spell

The poison swirls before my eyes, asking me to drink it
And asking me to bring it's painful taste to those around me
And as I wander in my life, I can't find a way to escape it
But it's silver and sweet liquid can cause angels to fall before me

It threatens the deepest spirits
Pressing hearts like a tight rope
Splitting our souls in fragments
The painful poison of false hope

Shall the spirit of the planet
Free me from this glowing poison
As only the rivers of life in it
Can pull a soul out of such prison