domingo, maio 14, 2006

Born In The Battlefield


Bem, após um tempo de certo modo longo de ausência, cá estou eu outra vez, com o mais recente produto escrito da minha alma. Tal como o anterior, também este é uma homenagem àqueles que resistem, neste mundo de "semi-humanos" sem alma. Mas este transporta com ele outra mensagem, que não é no fundo minha, é a mensagem que a Natureza nos transmite nos ciclos Dela, a mensagem que está presente nos ciclos e no equilíbrio da Natureza, de que sempre que algo acaba, algo começa, e sempre com um motivo (isto para não falar no da variedade, porque a força e a beleza deste mundo estão interligadas e a beleza da Natureza reside muito na variedade). Essa mensagem transmitida é mais explícita nos últimos dois versos "legends fall and legends rise"; é verdade que muitas vezes as pessoas mais importantes na nossa vida "vão abaixo", ou simplesmente "desaparecem" da nossa vida por qualquer motivo, e bem, nessas alturas, parece realmente o fim do mundo. Mas muita da nossa força (e essa é uma mensagem importante que a Natureza transmite embora não seja propriamente fácil de a "adoptar") tem de residir na nossa capacidade para nos "adaptarmos aos ciclos", pois a Natureza explica-nos também que há sempre um novo começo depois de um fim, a nossa força tem de residir na nossa capacidade de nos adaptarmos a essas mudanças, essas "lendas que caem e que se erguem", pois tudo isso tem uma utilidade e a Natureza não abandona aqueles que se mantiverem fieis à sua alma, e tem sempre um motivo para cada ciclo, cada mudança, e se acontecem connosco é porque têm motivo para tal; e rejeitar esses ciclos e mudanças será falhar e enfraquecer, daí não devermos ter medo dessas "baixas", pois algo mais forte ainda se seguirá, e a nossa força deve estar também em sobreviver a esses períodos de queda de modo a permitir à Natureza que nos traga um novo ciclo, tudo depende da nossa força. Na verdade, esses "períodos de queda" são precisamente os períodos onde acumulamos força interior para utilizar nos ciclos seguintes. Não se esqueçam que a todo o Inverno se segue uma Primavera. Eu próprio já vi "lendas a caír" e, após os "períodos de queda" (e devido a eles) lendas ergueram-se, e ainda o fazem. No fundo este poema é juntamente uma crítica aos "semi-humanos" que habitam o mundo de hoje, uma homenagem à Natureza e aos que resistem, e uma mensagem para não recear os ciclos da Natureza, e pelo contrário, acolhê-los. Quanto ao tema, esse "Born in the battlefield" é no sentido de ser a nossa casa (dos que resistem), onde nos sentimos em casa, para o qual estamos sempre prontos e pelo qual temos "sede". Bem, como de costume, isto já vai aqui um testamento :D, por isso, vou ficar-me por aqui e deixar então o último produto escrito da minha alma até agora :




Our existence was once blessed
Able to listen to Nature's call
But nowadays, our race has strayed
From Her graceful touch that binds us all

Still few of us survive and fight
Never yielding to the dark
And even in the darkest night
We'll shine in the brightest spark

Our race dies consumed by greed
But we listen to our soul
And just like a rushing steed
We shall answer Nature's call

The strongest arms can swim all seas
And the strongest shield can block all arrows
But the power that our soul has
Allows us to swim all sorrows

In the heart of the battlefield we fight
And through Nature's power we heal
And our will and might
We draw from the depths of our soul

We were born in the battlefield
Surrounded by this soulless world
And for every soldier killed
Our strenght is deeply called

We can hear the planet call
In this battlefield for the wise
Legends fall
And legends rise