Path of Infinity

Bem, este é o outro poema que já escrevi há um tempo (dia 4 ou 5 deste mês) mas que não tinha deixado aqui na altura. Bem, este é especial, muito especial, não pelo conteúdo que ele próprio tem mas pelo motivo porque foi escrito, pelo acontecimento que trouxe o tipo de sentimento e energia que me levou a escrevê-lo. Trata-se de um dia que já esperava há muito, e que no fundo posso dizer que já esperava antes de saber que o esperava, trata-se de algo que há muito ocupava a minha alma (e teve a sua utilidade na altura e foi uma das principais coisas que me tornou aquilo que sou hoje, posso dizer que foi das coisas mais essenciais na minha vida apesar de tudo) e que foi finalmente enterrado; trata-se de um ciclo que se fechou exactamente um ano (mais dia menos dia) depois de se ter iniciado, justamente na Primavera, quando até o ciclo da Natureza se reinicia, mais uma prova de que ela vive em todos nós. Bem, esse ciclo foi no mínimo das coisas mais importantes em toda a minha vida e, juntamente com outros factores, tornou-me aquilo que sou hoje. Posso dizer que quando esse ciclo começou, nasceu a pessoa que eu sou hoje. Tendo esse ciclo completado a sua tarefa, e tendo formado aquilo que sou hoje, também teria a sua altura de acabar, que foi exactamente o que aconteceu no dia 4 deste mês. Tendo este ciclo acabado, tendo eu feito aquilo que esperei 1 ano pra fazer, tendo eu cumprido finalmente o objectivo que criei quando este ciclo se iniciou, tendo finalmente eu enterrado esse assunto que há um ano ocupava a minha alma (e volto a referir, que a acordou), veio até mim o sentimento que me levou a escrever este poema. Um sentimento muito bom, não só de ter cumprido com a minha tarefa (essa parte nem vem referida no poema, talvez muito muito remotamente se possa identificá-la nos primeiros dois versos) mas de liberdade e sobretudo de olhar para a frente e ver a infinidade, a beleza da infinidade. Aquela sensação de, depois de ter enterrado esse assunto, esse objectivo, poder dedicar-me inteiramente à minha alma e ao que lhe dá energia, e sobretudo à Natureza, a qual tem entrado em mim de uma maneira cada vez mais forte e à qual me tenho unido cada vez mais, é esse sentimento que este poema pretende captar. Novamente, seria um crime não mencionar que o dia que me permitiu escrever essas palavras não teria sido possível não fosse novamente a ajuda de uma grande pessoa chamada Inês que já aqui referi várias vezes por motivos semelhantes, que foi quem me fez ver que este dia teria de chegar, quem me mostrou as correntes que me seguravam e também como quebrá-las, eu posso ter travado a batalha pra ver este dia mas foi ela que me fez ver o campo de batalha e me deu a força para avançar. Neste ciclo que se fechou há muita coisa que ficou enterrada mas toda a energia, força interior e experiência do que aconteceu permanecerão até ao fim e o mesmo acontece com toda a ajuda que me deste com isto tudo, e eu nunca vou esquecer isso. Novamente, quero agradecer-te por toda a ajuda que me deste e desta vez também em especial por teres permitido que eu pudesse ver o dia que me levou a escrever estas palavras e por teres feito tanto por que esse dia pudesse chegar. Acho que nunca te vou poder retribuir tudo isso por isso espero que a vida o faça, e tenho confiança que o vai fazer, seria no mínimo justo. Quanto à imagem, desta vez foi mesmo uma foto tirada por mim, nesses lindos sitios que me rejuvenescem a alma, nos arredores de Amarante. Não foi tirada nestes últimos dias em que lá estive mas sim em Janeiro. Sempre foi das minhas fotos preferidas das que tirei nessa altura mas agora sim, acho-a mais adaptada que nunca ao colocá-la com este poema, acho que é o melhor que consigo arranjar para transmitir a ideia deste poema. Deixo então o poema em seguida após mencionar que o texto que acabei de escrever está provavelmente cheio de erros ortográficos devido às horas que são :D:
I walk away from past's misty grave
Finally dry from past's sorrowful sea
Remembering I was once it's slave
But now my soul finally pulses free
It is so beautifully green
And so intensely bright
Brought by forces unseen
But bringing tears at its sight
The beautiful path of infinity
With its strong and unique glow
The very essence of destiny
In Nature's gleaming flow
Towards infinity and through the woods
I float in the winds of destiny
And this seed of energy slowly spreads
Shielding me against any enemy
I walk in this path of leaves
The brightest forest in my sight
And in every tree that waves
I feel this harmonious might


0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home